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quarta-feira, 25 de abril de 2012

Johnny Thunders & The Heartbreakers “L.A.M.F. - the lost '77 mixes”

Johnny Thunders & The Heartbreakers. A banda de membros remanescentes do New York Dolls queria um contrato pra lançar seu disco desde 75, ano de sua formação. O problema era que a reputação dos junkies Johnny Thunders e Jerry Nolan não era das melhores nos Estados Unidos. Malcon McLaren, o famoso empresário dos Sex Pistols, que já tinha trabalhado com a antiga banda deles, convidou eles pra participarem duma grande tour, meio que no fim de 76 no Reino Unido, onde além dos Pistols, tinha o Clash e o Damned, que logo no começo saiu para a entrada do Buzzcocks. Ou seja, só a nata da cena punk inglesa que estava preste a estourar no ano seguinte. A banda ganharia visibilidade, mas logo no começo os Sex Pistols foram ao programa de TV ao vivo de Bill Grundy,  e mandaram o primeiro "fuck off" ao vivo em horário nobre no Reino Unido, o que fez boa parte dos shows da turnê serem cancelados. 

Sem grana, e quase voltando pros Estados Unidos, finalmente conseguem um contrato com a Track Records, gravadora que lançou bandas como The Who e Jimi Hendrix.

L.A.M.F. (Like A Mother Fucker) era o nome do disco. Ótimas faixas como "Born to Lose", "Let Go", ''I Love You", "Chinese Rocks" (as últimas duas regravadas pelos Ramones) e outras entraram no disco. Boa parte das faixas foram gravadas no Ramport Studios, de propriedade do The Who. Durante uma parada na gravação, Peter Townshend convidou a banda para aparecer nos extras do filme Quadrophenia, o clássico filme/disco do The Who. Oww!

A mixagem demorou muito pra ficar pronta, remixada várias vezes pelos próprios membros da banda. A real é que ninguém ficou contente com o resultado final, ninguém mesmo, mas o álbum foi lançado mesmo assim no final de 77. A Jungle Records se apoderou dos direitos do disco em 82, mas só em 94 seria lançado a melhor mixagem, o "L.A.M.F. - the lost '77 mixes".

terça-feira, 13 de março de 2012

Novos discos aqui comigo..

Ramones "Bonzo Goes To Gothenburg" (12''). É um disco duplo ao vivo. Foi gravado quase que integralmente em um show na Suécia em 1990, ou seja uma pegada bem Loco Live. No lado B do segundo disco ainda tem algumas músicas de um show feito por eles na França em 1980, (que já lembra o It's Alive) e Finlândia em 1988. O disco é meio raro, nem sabia que ele existia antes de ganhar ele.. demais!:)

Cherry Bomb "Bombs to You..." (12''). Esse disco foi lançado em vinil em 1997 sem muito alarde na época. Hoje em dia não é nada fácil achar uma cópia. Muitos shows rolaram, outros discos foram lançados (não em vinil) e a banda se tornou muito querida pela galera de Londrina. A banda acabou por volta de 2005, mas parece que vão rolar alguns shows, numa reunião em Londres(!) no ano que vem. Aí sim hein!?

Canastra "Bom Veneno" (7''). Esse compacto é fera! Tem uma música nova (Bom Veneno), uma versão alternativa de Diabo Apaixonado e mais dois sons de CD's lançados pela banda anteriormente. Poucas bandas lançam discos em vinil no Brasil devido ao alto custo.. esse saiu pela Vinyland que tem lançado alguns LP's de artistas nacionais bem legais pela Europa... 


Social Distortion ''Hard Times and Nursery Rhymes" (12''). É um disco duplo, vem em formato gatefold (aquele que abre igual a um livro), vem dois sons extras que não aparecem na versão do CD, Take Care of Yourself e I Won't Run No More. É bem legal saber que os caras estão na ativa ainda e lançando discos tão bons quanto ou talvez até melhores dos já consagrados dos anos 90... Esse disco é muito bom, melhor lançamento de 2011!

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

In The City

Falando de mais uma bolacha que eu tenho aqui em casa, "In The City" foi o primeiro disco do The Jam, lançado em 1977, no meio da turbulenta cena punk inglesa. É um dos meus favoritos, apesar de não ser tão conhecido como os discos do Sex Pistols e The Clash lançados na época...

Esse disco foi responsável pela revitalização do movimento Mod, uma subcultura dos anos 50 de Londres que cresceu e alcançou seu auge na primeira metade dos anos 60, mas acabou morrendo com a popularização da cultura Hippie que era oposta a sua, que não tinha nada a ver com seus estilosos ternos e lambretas... 
O disco tem a energia punk, com uma levada 60's, lembrando muito as primeiras gravações de bandas como The Who, The Kinks e Small Faces... Além das ótimas "In The City" e "Away From The Numbers" rola uma versão da clássica "Slow Down" e até da música tema do Batman... \o/

Me lembro bem no começo dos anos 2000, esse tipo de som estava bem em alta aqui em Londrina com a banda Cherry Bomb, que tinha inegável influência de The Jam... 
Bons tempos!:)

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Let It Bleed

Lançado em 1969, "Let It Bleed" foi o oitavo álbum de estúdio dos Stones, e o segundo de uma sequência de quatro álbuns considerados por muita gente a melhor fase do grupo - "Beggars Banquet" (1968), "Sticky Fingers" (1971), e "Exile On Main Street" (1972). Foi também o último a ter a participação do guitarrista Brian Jones, e a primeira música cantada solo por Keith Richards, "You Got The Silver". Os destaques do disco aparecem na clássica "Gimme Shelter" (que recentemente reapareceu na trilha sonora do ótimo filme Os Infiltrados), "You Can't Always Get What You Want", "Love In Vain" (releitura do  blues-man Robert Johnson), e do country "Country Tonk", meses depois de ter sua versão plugada lançada em um single com o nome de "Honky Tonk Woman".. ah, essa música foi feita no Brasil! Mick Jagger e Keith Richards passavam férias no país em 1968, e numa fazenda em Matão no interior de São Paulo eles compuseram esse som, sério! haha. Há quem diga que o nome "Let It Bleed" é uma pequena provocação ao disco dos Beatles "Let It Be", pois os garotos de Liverpool entraram em estúdio bem antes dos Stones, mas só conseguiram finalizar o disco em 1970.

Bom, é um ótimo disco e eu recomendo! Eu tenho o meu em vinil :)

sábado, 13 de agosto de 2011

Chuck Berry

No começo dos anos 50, influenciado por nomes como Louis Jordan e Muddy Waters, Chuck Berry já tocava em pequenas casas noturnas nos EUA, em St. Louis MO, sua cidade natal. Em 1955 lançou o single "Maybellene", que sintetizava o formato rock and roll, combinando o blues e a música country com letras sobre carros e garotas em solos de guitarra, dito por muitos como o primeiro passo do rock n roll...

Boa parte de seus sucessos foram lançados pela Chess Records. Músicas como "Rollover Bethoven" (1956), "Rock N Roll Music" (1957), "Johnny B Goode" (1958) entre tantas outras são verdadeiros hinos do rock n roll, e foram regravadas inúmeras vezes, influenciando toda uma leva de bandas dos anos 60 e adiante... Por exemplo, John Lennon e Keith Richards, fãs declarados, deram forma as suas bandas escutando os riffs do guitarrista... O mais legal mesmo é que o cara viajou em turnê por muitos anos carregando apenas sua guitarra Gibson ES-350T, confiante no fato de que poderia contratar uma banda que conhecia suas músicas em qualquer lugar que fosse haha. Foram muitos shows com direito a seu famoso passo "duck walk",  que mais tarde influenciaria o guitarrista do AC/DC, Angus Young.

Mas fora dos palcos não faltaram problemas pra ele... Na adolescência passou três anos em um reformatório por tentativa de assalto, e no auge de sua carreira em 1959 foi preso, acusado de seduzir uma menor que ele conheceu e trouxe do México. Solto apenas em 1963, lançou no ano seguinte, sem o mesmo sucesso, músicas como "You Never Can Tell", que muitos anos depois seria resgatada na clássica cena de John Travolta e Uma Thurman dançando em Pulp Fiction. Em 1979 fez mais uma passagem pelo xadrez. Considerado culpado por sonegação de impostos, cumpriu quatro meses de prisão e 1.000 horas de trabalho comunitário fazendo shows beneficentes.

Há um tempo atrás, com seus mais de 80 anos, Chuck Berry apontou aqui no Brasil, mas pelos vídeos que vi, já sem o mesmo gás de antes... mas tá bom já né!? Afinal, o cara já deu sua grandíssima contribuição ao rock n roll...

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Cock Sparrer

Cock Sparrer, um dos grandes nome do street punk/oi! vem finalmente pro Brasil! A apresentação única vai rolar agora em setembro em São Paulo no Carioca Club. 

A banda que mostra em suas letras o cotidiano da classe trabalhadora inglesa, foi por muitas vezes associada ao fascismo e ao neonazismo, pois skinheads neonazistas (white powers) eram figurinhas carimbadas em seus shows, e articulavam brigas violentas com punks e outros que frequentavam os shows da banda. Bandas como Cockney Rejects e Sham 69, outros grandes nomes do movimento, sofreram também muito com o preconceito que até hoje roda em torno deles, mesmo sabendo-se que todos sempre se declararam publicamente contra qualquer forma de preconceito e desrespeito.

Ótimos discos foram lançados, com destaque pro clássico "Shock Troops" de 82, que aliás foi relançado recentemente junto com todos os outros discos do Cock Sparrer em vinil num box pela Pirates Press. Nice! A zonapunk publicou uma entrevista bem legal com o vocal Colin McFaull falando sobre esse primeiro show em terras brasileiras, que incluiu uma pergunta minha, isso mesmo, minha! haha (fiz através do faceebook, na página do Blind Pigs/Porcos Cegos) perguntei sobre novos nomes na cena, e ele mandou Harrington Saints e Booze and Glory... Legal, gostei delas!

No final das contas não poderei ir ao show, mas é por uma causa muito nobre, meu amigão das antigas vai casar no mesmo dia! damn haha  
Let it rock baby!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Fim de semana prolongado

Voltando a escrever aqui no blog depois de um bom tempo. Fim de semana prolongado. Aqui se foi mais um, bem agitado, com suas pitadas de rock, futebol e cerveja com os amigos... 

Começou na quarta a noite, comigo e a Aline em muitas cervejinhas. Tava rolando a festa Alta Fidelidade no Estação Lounge, mas a gente acabou ficando na casinha do Valentino até tarde. Ótimo começo. 
Na quinta meus tios e primos chegaram dos EUA pra passar férias aqui. Legal! Já fazia muito tempo que eu não os via, e de quebra trouxeram minha tão aguardada caixinha com a discografia completa dos Beatles em CD e um vinil do Stray Cats.. (coisas que eu achei baratinho na net e comprei, mandando pro endereço deles lá há um bom tempo já). Coisa fina! A noite depois de jogar o já tradicional fute, fui com o Luciano e o Diogo ver o Tremendão no Cabaré do Filo. A primeira metade do show confesso que não me animou muito não, mas a segunda foi boa, ele deu uma pegada bem roqueira aos clássicos e a turma curtiu. Depois emendei com o Diogo pra Garagem Hermética, na pré-festa Red Foot Stomp. Encontramos mais alguns amigos e ficamos por lá bebendo cerveja e doses de Jagermeister até tarde na sonzeira dos Fabulous Bandits . 

Sexta sai com a Aline e suas primas de São Paulo, que chegaram no dia anterior pra passar o fim de semana aqui em Londrina. Galera firmeza. Vimos uma peça londrinense do Filo, Medusa de Rayban (escrita pelo Mário Bortolotto), que foi muito legal, diga-se de passagem, e depois de beber algumas fomos pro Vitrola. Logo quando entramos nos deparamos com um bar cheio, pessoal animado e um cara gritando "fuck you I won't do what you're tell me" umas 15 vezes seguidas. Olhei pra cara das "primas", e percebi que não era bem isso que elas queriam da noite. Ow, os caras eram bons! Era um cover do Rage Against the Machine, me lembrei  que eu já até tinha ido ao show deles há quase dez anos atrás. Bom, depois de duas músicas a banda acabou e entrou uma discotecagem bem eclética (Raimundos/Ramones/Lady Gaga/Strokes) que deixou as meninas bem mais animadas.

Sabadão. Depois do trabalho fui jogar bola de novo, e dessa vez levei o meu primo americano Eros. Depois de uma certa desconfiança do pessoal (pô, americano jogando bola?), foi constatado que o garoto até que leva jeito pra coisa, fez gol e tudo haha. 
A noite fomos todos (eu, Aline e suas primas) ver o Arnaldo Antunes fechar o Cabaré do Filo. O show tava meio morno, mas valeu a pena pela saída, risadas e tal. Depois de lá pensei em ir pra festa Red Foot Stomp, onde estava rolando umas bandas legais de fora, mas já tava sem dinheiro e o pessoal um pouco cansado, pois voltariam de viagem na manhã seguinte. 

Depois de trabalhar no domingo (sim, eu trabalho aos domingos), fui direto pra tv ver o derby paulista. Aí sim hein, Timão fechando meu fim de semana prolongado com estilo. 5x0 histórico, deixando o time do São Paulo completamente zonzo, com olé pra lá e pra cá, e ainda com o "centésimo" frango do Rogério Ceni pra fechar a conta haha.

Hoje é segundona já e só agora eu vou dar a devida atenção aos Beatles...
Let's rock it!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Novo do Social Distortion

O mais novo disco do Social Distortion, "Hard Times and Nursery Rhymes", deve sair mesmo em janeiro agora..  e vem com a responsabilidade de ser tão bom quanto o aclamado disco antecessor, "Sex, Love & Rock N Roll" de 2006. Segundo o próprio Mike Ness o disco traz as influencias já conhecidas dos outros discos da banda, com momentos Stones, Hank Williams, Johnny Thunders e Ramones. Existem já algumas músicas na net desse disco, já que o Social Distortion vem tocando algumas delas ao vivo, mas a qualidade não é muito boa.. me lembro de "Still Alive", uma das novas, no show que eles fizeram em Curitiba em abril desse ano. O CD sai dia 18 de janeiro pela Epitaph records, mas o primeiro single "Machine Gun Blues" deve sair já no dia 16 de novembro pra download. Bom,  assim que estiver disponível eu colo o link aqui ... 
Ah, aqui tem um vídeo com o nosso glorioso Supla(!) entrevistando o Mike Ness ainda no começo do ano, quando as gravações do disco ainda estavam começando...


Atualização: "Machine Gun Blues" em streaming
 Social Distortion by Oedipus 

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Bad Religion box

Logo depois de por na praça o bom, mas previsível, novo álbum do Bad Religion, "The Dissent of Man", a Epitaph Records tá lançando uma caixa com todos os discos de estúdio do grupo, numa comemoração aos 30 anos dessa grande banda de punk rock. A caixa sai por 200 dollares em vinis vermelhos  numa prensagem de apenas 3.000 unidades... Nice!:)
"How Could Hell Be Any Worse?" (1981), "Into the Unknown" (1983), "Suffer"(1988), "No Control"(1989), "Against the Grain"(1990), "Generator"(1992), "Recipe For Hate"(1993), "Stranger Than Fiction"(1994), "The Gray Race"(1996), "No Substance"(1998), "New America"(2000), "The Process of Belief"(2002), "The Empire Strikes First"(2004), "New Maps of Hell"(2007) e o já citado "The Dissent of Man" (2010).
Semana passada a banda fez um pocket show no programa Interface do site spinner.com tocando alguns clássicos da sua trajetoria. Uma delas é "American Jesus", música do disco "Recipe for Hate". Take a look!:)

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Fabulous Bandits tour

Pra quem ainda não tá sabendo, outubro agora tem a tão falada tour da galera do Fabulous Bandits, que vai passar por 5 estados do Brasil. O hillbilly vai comer solto por aí, e não vão faltar músicas do primeiro disco, novas, e as já conhecidas versões hillbilly para alguns clássicos do rock. Como se não bastasse, eles ainda dividirão os palcos dessa turnê com os ases da surf music no Brasil, o Dead Rocks, que já têm uma grande bagagem, com discos e turnês pela Europa.  A tour tem o apoio da MTV, que rodará vinhetas em sua programação e notícias em seu portal, www.mtv.com.br/deadbanditstour. 
É isso aí, os Bandidos representando bem Londrina... 




Devem ser adicionadas mais datas, por enquanto são essas:
08/10 Florianópolis SC - Vecchio Giorgio
09/10 Itajaí SC - Big Pub Snooker Music Bar
10/10 Londrina PR - Auditório Sesc
14/10 Bragança Paulista SP - Acervo Tuzzi
15/10 São Paulo SP - Inferno Club
16/10 Rio de Janeiro RJ - RioBilly Festival   
17/10 Araraquara SP - Sesc
21/10 Campinas SP - Bar do Zé 
22/10 Ribeirão Preto SP - Grozelha Fuzz
23/10 Rio Claro SP - D'Vinci
24/10 São Carlos SP - Teatro Arena
30/10 Goiânia GO - Rock 'n' Gol 

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Ramones

Há exatos 6 anos atrás, devido a um câncer de próstata, morria Johnny Ramone. Um guitarrista que  com sua banda, os Ramones, influenciou meio mundo no rock. Aproveitando a deixa, vou falar um pouco dessa grande banda, que é uma das minhas favoritas... 

Em 1974 um grupo de rapazes do subúrbio de Nova Iorque se juntam e começam a fazer um som despretensioso, basicamente de 3 acordes, e assim resgatam o espírito rebelde do rock n roll há tempos perdido, com bandas cheias de virtuosismo em longos solos de guitarra. 

Começam a fazer apresentações no bar CBGB, por ser o único lugar que tinham na época pra tocar. Lugar que mais tarde ganharia fama por ser o berço também de outros grandes nomes da cena novaiorquina como Velvet Underground, Television e Blondie.

Em 1976 sai o primeiro disco, intitulado apenas como Ramones. Com o baixíssimo custo de um pouco mais de seis mil dólares, nascia ali o primeiro álbum descrito como punk, que ficaria na história com um dos discos mais influentes de todos os tempos. Músicas como "Blitzkrieg Bop" influenciariam milhares de bandas que vieram depois, como o Sex Pistols e The Clash, da cena punk inglesa de 1977, e muitas outras ao decorrer das décadas como U2, Nirvana, Pearl Jam, só pra citar algumas.

Em 1977 lançam outros dois grandes álbuns, Leave Home e Rocket to Russia. No ano seguinte sairia Road to Ruin, o primeiro sem Tommy, agora com Marky nas baquetas. Em 1979 a banda se junta com o renomado produtor Phil Spector pra lançar End of The Century. A idéia ali parecia ser dar uma nova cara a banda. Uma produção mais apurada e uma capa com os integrantes sem as típicas jaquetas de couro era uma tentativa da gravadora de ver a banda finalmente emplacar boas vendas. Fato que não aconteceu, apesar de ser também um ótimo disco.

Os Ramones continuaram lançando discos, não tão aclamados quanto os primeiros, até que em 1989 participam com a faixa título da trilha sonora de Pet Sematary (Cemitério Maldito aqui no Brasil), filme baseado no livro de Stephen King, grande fã da banda. Atingem aí o primeiro grande sucesso comercial. Logo após disso, Dee Dee abandona a banda e C.J. assume seu posto de baixista. Mesmo ausente, Dee Dee continua cedendo suas composições para a banda, como em Mondo Bizarro de 1992, que seria o disco mais vendido da banda, com uma divulgação intensa por parte da MTV no clipe de "Poison Heart". 

Em 1995 com apenas Joey e Johnny da formação original lançam o último disco de estúdio, ¡Adios Amigos!. Um ano depois em Los Angeles fazem seu último show. O show teve a participação de membros de bandas famosas que sempre os viram como referência, como Motorhead, Pearl Jam, Soundgardens e Rancid. A apresentação acaba virando o disco ao vivo "We're Outta Here!", lançado no ano seguinte, em 1997. 


Em 2001 Joey Ramone morre em decorrência de um câncer linfático em Nova Iorque. Em 2002 Dee Dee é encontrado morto em sua casa em Hollywood, devido a uma overdose de heroína. Em 2004 foi a vez de Johnny em Los Angeles.

Os Ramones foram a maior banda punk de todos os tempos? Certamente. Até porque eles nunca aspiraram esse título, queriam na verdade ter um maior reconhecimento da mídia, mas por serem naturalmente tão punks não conseguiram tal status. Conseguiram sim o respeito de milhares de fãs e bandas por todo o mundo. 
O que é bem mais louvável, né?

domingo, 5 de setembro de 2010

Raw Power

O terceiro álbum dos Stooges "Raw Power" é um grande disco, e faltava na minha coleção.. faltava, porque ele chegou esses dias aqui em casa. O disco contém duas mixagens, a original de 73,  feita pelo David Bowie, e uma outra pelo próprio Iggy Pop, que saiu num relançamento do disco em 97, o qual eu tenho aqui comigo. Existe um grande debate em qual seria a melhor mixagem do disco. Bom, a do Iggy  dá mais destaque aos instrumentos que ficaram meio apagados na mixagem original, já a do Bowie não é tão estourada como a do Iggy... O fato é que o  disco mostra Iggy Pop e seus comparsas em sua melhor fase, com músicas como "Search and Destroy", "Gimme Danger" e "Raw Power" antes mesmo do termo punk nascer, no primeiro disco dos Ramones em 76. Alguns dizem que esse lance punk começou mesmo em Detroit, com os Stooges e o MC5 por volta de 68, mas na verdade foi em Tocoma WA, no primeiro álbum do Sonics em 65... 
Ah, mas isso é uma outra história... :)

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Os nomes são assim, porque...

Nomes de bandas surgem em homenagens, coisas interessantes ou simplesmente em bobagens mesmo, como se pode ver nessa pequena lista abaixo... Não achamos um nome pra nossa ainda, na verdade não estamos muito preocupados com isso, e sim que ficamos sem um guitarrista, mas vamo que vamo, uma dia essa banda sai do papel haha
  • AC/DC: A irmã dos irmãos Young achou a sigla atrás de um aspirador de pó. Alternating Current / Direct Current, um indicativo de corrente contínua e alternada. 
  • Alice In Chains: Era pra ser uma paródia de Alice no País das Maravilhas. A idéia inicial (que nunca chegou a acontecer) era de tocarem covers do Slayer usando vestidos. Ahnn?
  • Beatles: O primeiro nome da banda foi "The Silver Beetles" (os besouros prateados), em homenagem à banda The Crickets (os grilos), de Buddy Holly. Mais tarde o nome foi reduzido pra apenas Beetles e a ortografia foi mudada para "Beatles", fazendo um trocadilho com a cultura Beat dos anos 50 e 60.
  • B. B. King: Abreviatura para Blues Boy King.
  • Cranberries: O nome original era Cranberry Saw Us, pra se entender Cranberry Sauce (molho da fruta cranberry). Depois eles enjoaram e ficou Cramberries mesmo. Seria essa a pior?
  • Judas Priest: Algo como o padre Judas. Nome tirado da canção "The Ballad of Frankie Lee and Judas Priest" de Bob Dylan.
  • Marilyn Manson: Juntou os nomes Marilyn Monroe e Charles Manson. Ok, Marilyn Monroe com um instinto assassino...
  • Radiohead: Tirado da música “Radio Head” do Talking Heads.
  • Ramones: Escolheram o nome depois de descobrirem que esse era o pseudônimo que Paul McCartney usava para se hospedar em hotéis.
  • Rolling Stones: O falecido guitarrista Brian Jones tirou o nome da banda na música "Rollin’ Stone" do Muddy Waters.
  • Sepultura: Tiraram duma música do Motorhead, "Dancing on Your Grave". 
  • Pennywise: Nome do palhaço no livro (que depois virou filme) "IT" do Stephen King. Opa, eu lembro desse filme!
  • Pearl Jam - Era uma geleia alucinógena que a vó do Eddie Vedder fazia. Será que eu acredito nisso?
  • Pink Floyd: A junção de dois nomes de cantores de blues dos EUA. Pink Anderson e Floyd Council.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Eu gostava da MTV

Vendo alguns vídeos aqui na net lembrei que lá pros meus 15 anos ou menos eu achava a MTV uma coisa muito legal. Tinha programas bacanas como o Fúria, Gás Total, Lado B.. com muitos clipes. Eram mais clipes mesmo, entrevistas, esse tipo de coisa...
Ah, tinha o Teleguiado, que ligava na sua casa, e você podia escolher qualquer clipe da MTV. Isso era algo bem legal, pensando que não se tinha youtube na época... Hoje é fácil, tá a fim de ver um vídeo antigo, é só procurar na net... \o/


Agora eu não sei se eu gostava tanto da MTV porque ela era muito melhor naquela época, ou simplesmente porque eu estava em torno dos meus quinze anos.. porque a maior parte da programação de hoje na MTV é muito quinze-anos, não é? haha 
Estão sempre passando aqueles programas da MTV americana cheio de adolescentes problemas, universitários bêbados, desenhos estranhos... Quando passam alguma música, é sempre dessa turma maquiada, com cabelo de chapinha... 
Bem, eu gostava mais antes. Me entretia muito vendo vídeos de algumas bandas que hoje eu nem gosto tanto, mas que ainda trazem algo nostálgico sempre quando as escuto...

Aqui vão alguns vídeos que circulavam na programação nessa época...

quinta-feira, 29 de julho de 2010

No Buraco

Esses dias fiquei sabendo que o Tony Bellotto terminou de escrever mais um livro. Se chama "No Buraco" e vai sair pela Companhia das Letras como de costume, mas é só em Outubro ainda... É, não vai ser mais um Bellini, e também não vai ser um policial como os outros, mas mesmo assim me chamou atenção... Fala sobre as aventuras de um roqueiro cinquentão decadente que teve uma one-hit-band nos anos 80, da agitadíssima vida na estrada e de sua recente paixão por uma jovem coreana que conheceu em São Paulo, numa loja de discos de uma galeria do centro... Haha, parece legal:)
Abaixo (pra quem gosta de listas), uma amostrinha do manuscrito ainda não editado...


“Passo de vez em quando pelas lojas e sebos das galerias do centro. Apesar de não ser mais ligado à música, gosto de jogar conversa fora com músicos e gente que ainda cultua discos, de preferência velhos discos de vinil, daqueles que se pode admirar a capa e ler as letras no encarte sem o auxílio de óculos ou lentes de aumento. Gente que chama discos de álbuns e que discorre — e eventualmente discute até a morte — sobre os dez melhores discos de rock de todos os tempos. Elvis Presley (o primeiro do Elvis), Sargent Pepper’s Lonely Hearts Club Band, Exile on Main Street, Who’s Next?, Led Zeppellin IV, Are You Experienced?, Catch a Fire, London Calling, Appetite for Destruction e Nevermind, por exemplo, e essa não é sequer a minha lista. É uma lista hipotética, talvez política e cronologicamente correta demais para o meu gosto. Por exemplo: esqueci de incluir na lista Paranoid, do Black Sabbath, e isso seria motivo suficiente para que uma fatwa fosse decretada contra mim nos altos escalões das galerias roqueiras do centro de São Paulo. E nem sequer citei — heresia das heresias — o Never Mind The Bullocks, do Sex Pistols.”

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Churras de despedida do Hugo

Domingo agora rolou o churras de despedida do Hugo, que vai estudar nos EUA, em algum estado que neva muito e que eu não me lembro do nome agora... Acho que ele deve ir semana que vem já. A turma praticamente toda reunida lá na chácara, onde há quase 10 anos atrás teve o primeiro churras Estepel (jan, 2001!), não deixou barato e fez uma despedida com muita cerveja e rock n roll...  Então, melhor do que descrever a festa é dar uma olhada nesse vídeo abaixo ao som de "TV Party"... 
Tire suas próprias conclusões! haha 

domingo, 11 de julho de 2010

Rock em Londrina

Sabadão em casa.. depois de assistir a disputa de terceiro lugar da Copa, fui jogar bola na chácara. Depois ainda comi um delicioso carneiro por lá mesmo... 
A noite tinha uma festinha da MT3 no Cemitério de Automóveis, com um show dos Vermes do Limbo, banda de Londrina das antigas, radicada em Sampa.. caramba, imperdível! E ainda tinha uns amigos de fora que estavam na cidade, fui lá pra tomar uma cerveja com eles... (Aliás, que fim deu o Thomas que não apareceu por lá?)
Chegando lá já estava rolando a primeira banda, The Soundscapes, com um som indie, legal até.. depois teve The Clash, The Jam e até Dead Kennedys nos pick-ups com a Vanessa.. cool!
É, tinha bastante gente na festa, bastante amigos, música legal, cerveja gelada, do jeito que eu gosto... Lá pras duas entrou os Vermes do Limbo com o som único deles de apenas baixo e bateria que fez a galera chegar mais perto pra ver.. fiquei no aguardo pra escutar a 30-segundo-clássico-local, "Igapó/Lambari", que eu quase acabei perdendo, pois um pouco antes eu tava lá fora comprando fichas de cerveja... 
É isso aí.. tinha um pessoal ainda pra discotecar, mas logo depois que a banda acabou eu fui pra casa porque eu tinha que trabalhar no dia seguinte.. sim, eu trabalho aos domingos...

domingo, 4 de julho de 2010

Novas versões pra Rancid & Paul McCartney

Essa semana achei aqui na net duas versões legais e mais calminhas de músicas que eu gosto bastante. Não é o caso de dizer que uma versão é melhor que a outra, claro, mas sim de que as novas versões ficaram bem interessantes:)

A primeira vem da Europa, Your Kid Sister, que nada mais é do que uma garota cantando e tocando acordeon uma versão de "Poison" , música do Rancid, que na versão original é beeem diferente dessa aqui, como se pode ver mais abaixo...

A segunda e daqui do Brasil,  o Pato Fu. O próximo disco deles será um álbum só de covers, gravado com instrumentos de brinquedo(!). Essa versão do clássico "Live and let die" do Paul McCartney é uma amostra do disco e ficou bem legal haha

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Tchau Copa / Valentino

Acabou a Copa pro Brasil hoje. Não soubemos matar o jogo quando ele estava na nossa mão.. a Holanda jogou o necessário, e mereceu a classificação. Só me resta por a culpa no Mick Jagger, o cara mais pé frio que existe. Agora o mínimo que ele tem que fazer é levar o filhinho dele no estádio amanhã pra torcer pra Argentina.. ai ai,  não vou me estender mais nesse assunto...

Bom, ontem fui lá no Valentino. Fazia tempo já que eu não saia de casa pra ver algum show. Era de uma banda de Goiânia, Black Drawing Chalks. Ouvi dizer que a revista Rolling Stone classificou uma música deles como a melhor de 2009.. pensei, vamos conferir essa banda então. Chegando lá rolava uma discotecagem legal e logo começou a banda de abertura, Wolf Attack. Pelo que fiquei sabendo os caras são de Arapongas, e já tocam a algum tempo.. eu mesmo já ví alguns cartazes deles mas essa foi a primeira vez que fui a um show deles. Um som meio Stooges/MC5 com um vocal meio Lemmy Kilmister/Matt Freeman.. gostei dessa banda. Depois começou a Black Drawing Chalks. Deu pra ver que muita gente estava mesmo é esperando o show deles começar, e assim que começou o pessoal foi pra frente do palco... Os caras mandaram  bem,  num  hardrock com boa presença de palco, chacoalhando a cabeça e tudo.. deu pra ver que a banda era boa, apesar de não ter ficado até o fim, pois eu tava é mais preocupado em acordar bem no dia seguinte pra ver "o grande jogo" Brasil x Holanda...
Se eu soubesse! haha

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Nome pra banda

Apesar de já ter participado de algumas, nunca me dei conta o quão difícil é achar um nome legal pruma banda... Em 2003 montamos uma banda que chamava Negativos, bom.. o nome era adequado, eu acho, porque as músicas eram bem punks e tinha alguma coisa de Blind Pigs/Porcos Cegos, talvez pelos vocais do Coxinha  que se alternavam com os meus em boa parte das músicas e as letras um pouco sérias ou nem tanto, como no caso de "Rota do Medo", um som alá Dead Kennedys ou pra ficar aqui no Brasil mesmo, Mukeka Di Rato.

Logo depois montamos os Chernobils, que como eu já disse em um outro post, é um nome de uma bebida vendida no boteco do seu Miguel, em frente ao Albatroz. Como a gente bebia bastante isso na época, e tinhamos músicas falando em beber até cair, ressaca e mais não sei o que.. achamos que era um nome legal, ou pelo menos apropriado... Ah, sem falar que no ano passado juntei com um pessoal pra fazer umas versões pras músicas da dupla Roberto Carlos/Erasmo Carlos.. tava ficando pronto já, bem legal, estavamos procurando um nome, mas aí todo mundo desencanou e a banda acabou antes mesmo de começar, antes mesmo de ter um nome...

Enfim, agora pintou uma nova banda, os ensaios estão começando a fluir, as músicas estão bacanas... mas a gente não consegue achar um nome.. estamos escutando sugestões.. nomes como Calcanhar de Maracujá, Bola de Gude e Cometa Halley não foram bem aceitos pelo grupo... 
Então.. dá uma ajuda aí! haha