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segunda-feira, 27 de junho de 2011

Fim de semana prolongado

Voltando a escrever aqui no blog depois de um bom tempo. Fim de semana prolongado. Aqui se foi mais um, bem agitado, com suas pitadas de rock, futebol e cerveja com os amigos... 

Começou na quarta a noite, comigo e a Aline em muitas cervejinhas. Tava rolando a festa Alta Fidelidade no Estação Lounge, mas a gente acabou ficando na casinha do Valentino até tarde. Ótimo começo. 
Na quinta meus tios e primos chegaram dos EUA pra passar férias aqui. Legal! Já fazia muito tempo que eu não os via, e de quebra trouxeram minha tão aguardada caixinha com a discografia completa dos Beatles em CD e um vinil do Stray Cats.. (coisas que eu achei baratinho na net e comprei, mandando pro endereço deles lá há um bom tempo já). Coisa fina! A noite depois de jogar o já tradicional fute, fui com o Luciano e o Diogo ver o Tremendão no Cabaré do Filo. A primeira metade do show confesso que não me animou muito não, mas a segunda foi boa, ele deu uma pegada bem roqueira aos clássicos e a turma curtiu. Depois emendei com o Diogo pra Garagem Hermética, na pré-festa Red Foot Stomp. Encontramos mais alguns amigos e ficamos por lá bebendo cerveja e doses de Jagermeister até tarde na sonzeira dos Fabulous Bandits . 

Sexta sai com a Aline e suas primas de São Paulo, que chegaram no dia anterior pra passar o fim de semana aqui em Londrina. Galera firmeza. Vimos uma peça londrinense do Filo, Medusa de Rayban (escrita pelo Mário Bortolotto), que foi muito legal, diga-se de passagem, e depois de beber algumas fomos pro Vitrola. Logo quando entramos nos deparamos com um bar cheio, pessoal animado e um cara gritando "fuck you I won't do what you're tell me" umas 15 vezes seguidas. Olhei pra cara das "primas", e percebi que não era bem isso que elas queriam da noite. Ow, os caras eram bons! Era um cover do Rage Against the Machine, me lembrei  que eu já até tinha ido ao show deles há quase dez anos atrás. Bom, depois de duas músicas a banda acabou e entrou uma discotecagem bem eclética (Raimundos/Ramones/Lady Gaga/Strokes) que deixou as meninas bem mais animadas.

Sabadão. Depois do trabalho fui jogar bola de novo, e dessa vez levei o meu primo americano Eros. Depois de uma certa desconfiança do pessoal (pô, americano jogando bola?), foi constatado que o garoto até que leva jeito pra coisa, fez gol e tudo haha. 
A noite fomos todos (eu, Aline e suas primas) ver o Arnaldo Antunes fechar o Cabaré do Filo. O show tava meio morno, mas valeu a pena pela saída, risadas e tal. Depois de lá pensei em ir pra festa Red Foot Stomp, onde estava rolando umas bandas legais de fora, mas já tava sem dinheiro e o pessoal um pouco cansado, pois voltariam de viagem na manhã seguinte. 

Depois de trabalhar no domingo (sim, eu trabalho aos domingos), fui direto pra tv ver o derby paulista. Aí sim hein, Timão fechando meu fim de semana prolongado com estilo. 5x0 histórico, deixando o time do São Paulo completamente zonzo, com olé pra lá e pra cá, e ainda com o "centésimo" frango do Rogério Ceni pra fechar a conta haha.

Hoje é segundona já e só agora eu vou dar a devida atenção aos Beatles...
Let's rock it!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Fabulous Bandits tour

Pra quem ainda não tá sabendo, outubro agora tem a tão falada tour da galera do Fabulous Bandits, que vai passar por 5 estados do Brasil. O hillbilly vai comer solto por aí, e não vão faltar músicas do primeiro disco, novas, e as já conhecidas versões hillbilly para alguns clássicos do rock. Como se não bastasse, eles ainda dividirão os palcos dessa turnê com os ases da surf music no Brasil, o Dead Rocks, que já têm uma grande bagagem, com discos e turnês pela Europa.  A tour tem o apoio da MTV, que rodará vinhetas em sua programação e notícias em seu portal, www.mtv.com.br/deadbanditstour. 
É isso aí, os Bandidos representando bem Londrina... 




Devem ser adicionadas mais datas, por enquanto são essas:
08/10 Florianópolis SC - Vecchio Giorgio
09/10 Itajaí SC - Big Pub Snooker Music Bar
10/10 Londrina PR - Auditório Sesc
14/10 Bragança Paulista SP - Acervo Tuzzi
15/10 São Paulo SP - Inferno Club
16/10 Rio de Janeiro RJ - RioBilly Festival   
17/10 Araraquara SP - Sesc
21/10 Campinas SP - Bar do Zé 
22/10 Ribeirão Preto SP - Grozelha Fuzz
23/10 Rio Claro SP - D'Vinci
24/10 São Carlos SP - Teatro Arena
30/10 Goiânia GO - Rock 'n' Gol 

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Churras de despedida do Hugo

Domingo agora rolou o churras de despedida do Hugo, que vai estudar nos EUA, em algum estado que neva muito e que eu não me lembro do nome agora... Acho que ele deve ir semana que vem já. A turma praticamente toda reunida lá na chácara, onde há quase 10 anos atrás teve o primeiro churras Estepel (jan, 2001!), não deixou barato e fez uma despedida com muita cerveja e rock n roll...  Então, melhor do que descrever a festa é dar uma olhada nesse vídeo abaixo ao som de "TV Party"... 
Tire suas próprias conclusões! haha 

domingo, 11 de julho de 2010

Rock em Londrina

Sabadão em casa.. depois de assistir a disputa de terceiro lugar da Copa, fui jogar bola na chácara. Depois ainda comi um delicioso carneiro por lá mesmo... 
A noite tinha uma festinha da MT3 no Cemitério de Automóveis, com um show dos Vermes do Limbo, banda de Londrina das antigas, radicada em Sampa.. caramba, imperdível! E ainda tinha uns amigos de fora que estavam na cidade, fui lá pra tomar uma cerveja com eles... (Aliás, que fim deu o Thomas que não apareceu por lá?)
Chegando lá já estava rolando a primeira banda, The Soundscapes, com um som indie, legal até.. depois teve The Clash, The Jam e até Dead Kennedys nos pick-ups com a Vanessa.. cool!
É, tinha bastante gente na festa, bastante amigos, música legal, cerveja gelada, do jeito que eu gosto... Lá pras duas entrou os Vermes do Limbo com o som único deles de apenas baixo e bateria que fez a galera chegar mais perto pra ver.. fiquei no aguardo pra escutar a 30-segundo-clássico-local, "Igapó/Lambari", que eu quase acabei perdendo, pois um pouco antes eu tava lá fora comprando fichas de cerveja... 
É isso aí.. tinha um pessoal ainda pra discotecar, mas logo depois que a banda acabou eu fui pra casa porque eu tinha que trabalhar no dia seguinte.. sim, eu trabalho aos domingos...

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Tchau Copa / Valentino

Acabou a Copa pro Brasil hoje. Não soubemos matar o jogo quando ele estava na nossa mão.. a Holanda jogou o necessário, e mereceu a classificação. Só me resta por a culpa no Mick Jagger, o cara mais pé frio que existe. Agora o mínimo que ele tem que fazer é levar o filhinho dele no estádio amanhã pra torcer pra Argentina.. ai ai,  não vou me estender mais nesse assunto...

Bom, ontem fui lá no Valentino. Fazia tempo já que eu não saia de casa pra ver algum show. Era de uma banda de Goiânia, Black Drawing Chalks. Ouvi dizer que a revista Rolling Stone classificou uma música deles como a melhor de 2009.. pensei, vamos conferir essa banda então. Chegando lá rolava uma discotecagem legal e logo começou a banda de abertura, Wolf Attack. Pelo que fiquei sabendo os caras são de Arapongas, e já tocam a algum tempo.. eu mesmo já ví alguns cartazes deles mas essa foi a primeira vez que fui a um show deles. Um som meio Stooges/MC5 com um vocal meio Lemmy Kilmister/Matt Freeman.. gostei dessa banda. Depois começou a Black Drawing Chalks. Deu pra ver que muita gente estava mesmo é esperando o show deles começar, e assim que começou o pessoal foi pra frente do palco... Os caras mandaram  bem,  num  hardrock com boa presença de palco, chacoalhando a cabeça e tudo.. deu pra ver que a banda era boa, apesar de não ter ficado até o fim, pois eu tava é mais preocupado em acordar bem no dia seguinte pra ver "o grande jogo" Brasil x Holanda...
Se eu soubesse! haha

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Se o Papa é Pop, Deus é Punk, Jesus era Hippie e o Diabo o Pai do Rock

Achei na net, bem legal esse texto!

Jesus era filho de pais separados. Aquela coisa né, criado pela mãe, playstation na sala, mas o pai sempre aparecia nos fins de semana. Nasceu dum namoro relâmpago entre o então estudante de engenharia civil e a garçonete de bar. Quando o moleque foi crescendo, as dificuldades e a precocidade do casal puseram fim à relação. Jesus não se parecia com o pai, e pairavam mesmo umas dúvidas por parte dos parentes de José. É que os dois são muito diferentes na fisionomia. A mãe nunca foi questionada sobre a paternidade, mas com seu humor peculiar, responderia a questão;
_ Lógico que é de José, eu era virgem porra, de quem seria o filho, do Espírito Santo?
Mas José é moreno, e Jesus tem olhos claros e é loiro.
Vai saber né...
Agora com 20 anos, Jesus tem uma banda bicho grilo enorme, com uma galera que
só quer saber de fumar maconha, beber vinho e tocar violão. Certa vez tomaram tanto ácido, que ficaram 40 dias psicodelizando no campo, tendo visões e mais visões.
A namoradinha de Jesus, Mary Lena é daquelas fanzocas de músicos de bandas que não pode ver um cabeludo barbudo, e já pulam no pescoço.
Jesus curte muito um roqueiro antigo, Abraão, que morreu na década de 70, sufocado pelo próprio vômito, depois de cheirar e tomar todas, com apenas 270 anos.
Ainda nem tinham o nome de JC e seu Bando, quando um empresário muito esperto, percebendo o talento e o carisma do grupo, e a possibilidade de sucesso e grana no bolso, pintou na área.
_ Rapaziada, vocês estão feitos, prontos pra explodir nas paradas, da Babylonia a Jerusalém.
Venham comigo que vou fazer vocês grandes. Confiem em mim. Muito prazer, meu nome é Judas Escariotes. Assim começou a carreira ("cafunga") de Jesus, seu primeiro hit foi "Eu sou o caminho...".
O Papa fazia um som pop mela-cueca, bem "fácil", participava de programas de auditório e cantava no playback. Saía na capa das revistas da moda, e comia as dondocas de TV. Fazia campanhas publicitárias milionárias e vendia sua imagem de bom mocinho. A banda do Papa teve um outro vocalista, até um tempo atrás, o bom e velho Jonhy Paul, muito adorado pelos fãs. Quando ele morreu foi uma via crucis ao seu enterro, e ainda hoje os fãs se dividem entre a obra do antigo e do novo vocalista. Mas a gravadora esperta, numa fantástica jogada de marketing, não querendo perder a galinha dos ovos de ouro e os dólares no bolso, lançou um concurso em um programa de TV dominical, para escolher o substituto. Pela Internet a votação bateu recorde de acesso, e foi fechado na figura de Chick Bent, um descendente de alemães de olhinhos azuis, e esperto na dança da pélvis. Em algumas biografias não autorizadas, autores afirmam que Jonhy Paul foi morto pela CIA, assim como Kennedy, Morisson, Lennon e Abelardo Barbosa, o Chacrinha.
Deus vivia no ABC Paulista e mesmo já bem coroa, ainda ostentava nas ruas a moda punk, coturno, camisetas rasgadas, alfinetes nos mamilos e um moicano meio ralo. Não perdia a oportunidade de dizer, quando havia possibilidade, com a propriedade que só ele tinha;
_ It's no future. Deus not's dead.
Afirmava ainda, orgulhoso, ter inspirado uma das melhores músicas do Sex Pistols, mesmo nunca tendo conhecido pessoalmente a Rainha.
O Diabo gerenciava uma boate barra pesada, o Hell's Club, e dizia ter sido amicíssimo de Elvis, em sua fase final, gorducho e entupido de pílulas. Quando o Rei morreu, sentadão na privada foi o Diabo que puxou a descarga. Suas preferências musicais e influências vinham do blues e do Rock dos anos 50 e 60; Robert Johnson, Muddy Waters, Carl Perkins, Stones, Cream e toda essa turma. Sua indumentária básica incluía quase sempre, brilhantina e jaqueta de couro. As melhores bandas, tanto as já estabelecidas, quanto as iniciantes passavam pelos palcos do Hell's, e tanto Jesus, quanto Deus eram figuras fáceis nas festas. O Papa pintava às vezes, mas diferente de Deus, que cuspia no chão ao entrar, este já fazia um disfarçado sinal da cruz. "Carolinha," dizia o Diabo, fumando um cachimbo legalizado. Entre os ilustres freqüentadores do Hell's Club, circulavam, Keith Richards e o Rabino Henry Sobell, que como vários outros, bebiam de graça. Suas alminhas já haviam pago os tragos.

sábado, 20 de março de 2010

MÔNICA E EDUARDO

Uns tempos atrás fui numa festinha pra lá do Catuaí, numa chácara. Parecia que ia ser uma festa legal até, bastante gente entrando e tal, mas quando  percebi já era tarde demais. Era um luau. Um pessoal em volta de uma fogueira tocando e cantando músicas da Legião Urbana e do Raul Seixas... 
Aí lembrei desse  texto do Adolar Gangorra, o cara do "Como me fudi no show dos Los Hermanos", agora falando sobre a letra  de "Eduardo e Mônica". Lembrei também que eu escutava essa música com o meu pai voltando da escola quando eu tinha uns 6 ou 7 anos, a gente ia cantando e tal haha. Enfim, pelo menos a cerveja da festa tava  gelada:)


O falecido Renato Russo era, sem dúvida, um ótimo músico e um excelente letrista. Escreveu verdadeiras obras de arte cheias de originalidade e sentimento. Como artista engajado que era, defendia veementemente seus pontos de vista nas letras que criava. E por isso mesmo, talvez algumas delas excedam a lógica e o bom senso. Como no caso da música Eduardo e Mônica, do álbum "Dois" da Legião Urbana, de 1986, onde a figura masculina (Eduardo) é tratada sempre como alienada e inconsciente, enquanto a feminina (Mônica) é a portadora de uma sabedoria e um estilo de vida evoluidíssimos. analisemos o que diz a letra.
Logo na segunda estrofe, o autor insinua que Eduardo seja preguiçoso e indolente (Eduardo abriu os olhos mas não quis se levantar; Ficou deitado e viu que horas eram) ao mesmo tempo que tenta dar uma imagem forte e charmosa à Mônica (enquanto Mônica tomava um conhaque noutro canto da cidade como eles disseram). Ora, se esta cena tiver se passado de manhã como é provável, Eduardo só estaria fazendo sua obrigação: acordar. Já Mônica revelaria-se uma cachaceira profissional, pois virar um conhaque antes do almoço é só para quem conhece muito bem o ofício.
Mais à frente, vemos Russo desenhar injustamente a personalidade de Eduardo de maneira frágil e imatura (Festa estranha, com gente esquisita). Bom, "Festa estranha" significa uma reunião de porra-loucas atrás de qualquer bagulho para poderem fugir da realidade com a desculpa esfarrapada de que são contra o sistema. "Gente esquisita" é, basicamente, um bando de sujeitos que têm o hábito gozado de dar a bunda após cinco minutos de conversa. Também são as garotas mais horrorosas da via-láctea. Enfim, esta era a tal "festa legal" em que Eduardo estava. O que mais ele podia fazer? Teve que encher a cara pra agüentar aquele pesadelo, como veremos a seguir.
Assim temos (- Eu não estou legal. Não agüento mais birita). Percebe-se que o jovem Eduardo não está familiarizado com a rotina traiçoeira do álcool. É um garoto puro e inocente, com a mente e o corpo sadios. Bem ao contrário de Mônica, uma notória bêbada sem-vergonha do underground.
Adiante, ficamos conhecendo o momento em que os dois protagonistas se encontraram (E a Mônica riu e quis saber um pouco mais Sobre o boyzinho que tentava impressionar). Vamos por partes: em "E a Mônica riu" nota-se uma atitude de pseudo-superioridade desumana de Mônica para com Eduardo. Ela ri de um bêbado inexperiente! Mais à frente, é bom esclarecer o que o autor preferiu maquiar. Onde lê-se "quis saber um pouco mais" leia-se" quis dar para"! É muita hipocrisia tentar passar uma imagem sofisticada da tal Mônica.
A verdade é que ela se sentiu bastante atraída pelo "boyzinho" que tentava impressionar"! É o máximo do preconceito leviano se referir ao singelo Eduardo como "boyzinho". Não é verdade. Caso fosse realmente um playboy, ele não teria ido se encontrar com Mônica de bicicleta, como consta na quarta estrofe (Se encontraram então no parque da cidade A Mônica de moto e o Eduardo de camelo). Se alguém aí age como boy, esta seria Mônica, que vai ao encontro pilotando uma ameaçadora motocicleta. Como é sabido, aos 16 (Ela era de Leão e ele tinha dezesseis) todo boyzinho já costuma roubar o carro do pai, principalmente para impressionar uma maria-gasolina como Mônica.
E tem mais: se Eduardo fosse mesmo um playboy, teria penetrado com sua galera na tal festa, quebraria tudo e ia encher de porrada o esquisitão mais fraquinho de todos na frente de todo mundo, valeu?
Na ocasião do seu primeiro encontro, vemos Mônica impor suas preferências, uma constante durante toda a letra, em oposição a uma humilde proposta do afável Eduardo (O Eduardo sugeriu uma lanchonete Mas a Mônica queria ver filme do Godard). Atitude esta, nada democrática para quem se julga uma liberal.
Na verdade, Mônica é o que se convencionou chamar de P.I.M.B.A (Pseudo Intelectual Metido à Besta e Associados, ou seja, intelectuerdas, alternativos, cabeças e viadinhos vestidos de preto em geral), que acham que todo filme americano é ruim e o que é bom mesmo é filme europeu, de preferência francês, preto e branco, arrastado para caralho e com bastante cenas de baitolagem.
Em seguida Russo utiliza o eufemismo "menina" para se referir suavemente à Mônica (O Eduardo achou estranho e melhor não comentar. Mas a menina tinha tinta no cabelo). Menina? Pudim de cachaça seria mais adequado. Ainda há pouco vimos Mônica virar um Dreher na goela logo no café da manhã e ele ainda a chama de menina? Além disto, se Mônica pinta o cabelo é porque é uma balzaca querendo fisgar um garotão viril. Ou então porque é uma baranga escrota.
O autor insiste em retratar Mônica como uma gênia sem par. (Ela fazia Medicina e falava alemão) e Eduardo como um idiota retardado (E ele ainda nas aulinhas de inglês). Note a comparação de intelecto entre o casal: ela domina o idioma germânico, sabidamente de difícil aprendizado, já tendo superado o vestibular altamente concorrido para Medicina. Ele, miseravelmente, tem que tomar aulas para poder balbuciar "iéis", "nou" e "mai neime is Eduardo"! Incomoda como são usadas as palavras "ainda" e "aulinhas", para refletir idéias de atraso intelectual e coisa sem valor, respectivamente.
Na seqüência, ficamos a par das opções culturais dos dois (Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus, De Van Gogh e dos Mutantes, De Caetano e de Rimbaud). Temos nesta lista um desfile de ícones dos P.I.M.B.A., muito usados por quem acha que pertence a uma falsa elite cultural. Por exemplo, é tamanha uma pretensa intimidade com o poeta Manuel de Souza Carneiro Bandeira Filho, que usou-se a expressão "do Bandeira". Francamente, "Bandeira" é aquele juiz que fica apitando impedimento na lateral do campo. O sujeito mais normal dessa moçada aí cortou a orelha por causa de uma sirigaita qualquer. Já viu o nível, né? Só porra-louca de primeira. Tem um outro peroba aí que tem coragem de rimar "Êta" com "Tiêta" e neguinho ainda diz que ele é gênio!
Mais uma vez insinua-se que Eduardo seja um imbecil acéfalo (E o Eduardo gostava de novela) e crianção (E jogava futebol de botão com seu avô). A bem da verdade, Eduardo é um exemplo. Que adolescente de hoje costuma dar atenção a um idoso? Ele poderia estar jogando videogame com garotos de sua idade ou tentando espiar a empregada tomar banho pelo buraco da fechadura, mas não. Preferia a companhia do avô em um prosaico jogo de botões! É de tocar o coração. E como esse gesto magnânimo foi usado na letra? Foi só para passar a imagem de Eduardo como um paspalho energúmeno. É óbvio, para o autor, o homem não sabe de nada. Mulher sim, é maturidade pura.
Continuando, temos (Ela falava coisas sobre o Planalto Central, Também magia e meditação). Falava merda, isso sim! Nesses assuntos esotéricos é onde se escondem os maiores picaretas do mundo. Qualquer chimpanzé lobotomizado pode grunhir qualquer absurdo que ninguém vai contestar. Por que? Porque não se pode provar absolutamente nada. Vale tudo! É o samba do crioulo doido. E quem foi cair nessa conversa mole jogada por Mônica? Eduardo é claro, o bem intencionado de plantão. E ainda temos mais um achincalhe ao garoto (E o Eduardo ainda estava no esquema escola - cinema - clube - televisão). O que o Sr. Russo queria? Que o esquema fosse "bar da esquina - terreiro de macumba - sauna gay - delegacia"?? E qual é o problema de se ir a escola?!?
Em seguida, já se nota que Eduardo está dominado pela cultura imposta por Mônica (Eduardo e Mônica fizeram natação, fotografia, teatro, artesanato e foram viajar). Por ordem:
1) Teatro e artesanato não costumam pagar muito imposto.
2) Teatro e artesanato não são lá as coisas mais úteis do mundo.
3) Quer saber? Teatro e artesanato é coisa de viado!!!
Agora temos os versos mais cretinos de toda a letra (A Mônica explicava pro Eduardo coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar). Mais uma vez, aquela lengalenga esotérica que não leva a lugar algum. Vejamos: Mônica trabalha na previsão do tempo? Não. Mônica é geóloga? Não. Mônica é professora de química? Não. A porra da Mônica é alguma aviadora? Também não. Então que diabos uma motoqueira transviada pode ensinar sobre céu, terra, água e ar que uma muriçoca não saiba?
Novamente, Eduardo é retratado como um debilóide pueril capaz de comprar alegremente a Torre Eiffel após ser convencido deste grande negócio pelo caô mais furado do mundo. Santa inocência... Ainda em (Ele aprendeu a beber), não precisa ser muito esperto pra sacar com quem... é claro, com a campeã do alambique! Eduardo poderia ter aprendido coisas mais úteis, como o código morse ou as capitais da Europa, mas não. Acharam melhor ensinar para o rapaz como encher a cara de pinga. Muito bem, Mônica! Grande contribuição!
Depois, temos (deixou o cabelo crescer). Pobre Eduardo. Àquela altura, estava crente que deixar crescer o cabelo o diferenciaria dos outros na sociedade. Isso sim é que é ativismo pessoal. Já dá pra ver aí o estrago causado por Mônica na cabeça do iludido Eduardo.
Sempre à frente em tudo, Mônica se forma quando Eduardo, o eterno micróbio, consegue entrar na universidade (E ela se formou no mesmo mês em que ele passou no vestibular). Por esse ritmo, quando Eduardo conseguir o diploma, Mônica deverá estar ganhando o seu oitavo prêmio Nobel.
Outra prova da parcialidade do autor está em (porque o filhinho do Eduardo tá de recuperação). É interessante notar que é o filho do Eduardo e não de Mônica, que ficou de segunda época. Em suma, puxou ao pai e é burro que nem uma porta.
O que realmente impressiona nesta letra é a presença constante de um sexismo estereotipado. O homem é retratado como sendo um simplório alienado que só é salvo de uma vida medíocre e previsível graças a uma mulher naturalmente evoluída e oriunda de uma cultura alternativa redentora. Nesta visão está incutida a idéia absurda que o feminino é superior e o masculino, inferior. É sabido que em todas culturas e povos existentes o homem sempre oprimiu a mulher. Porém, isso não significa, em hipótese alguma, que estas sejam melhores que os homens. São apenas diferentes. Se desde o começo dos tempos o sexo feminino fosse o dominador e o masculino o subjugado, os mesmos erros teriam sido cometidos de uma maneira ou de outra. Por que? Ora, porque tanto homens quanto mulheres e colunistas sociais fazem parte da famigerada raça humana. E é aí que sempre morou o perigo. Não importa que seja Eduardo, Mônica ou até... Renato!

terça-feira, 16 de março de 2010

Chernobils último show

É, o show de saideira sábado no Vitrola foi realmente demais. Com certeza foi uns dos melhores que fizemos. Foi tudo ótimo. O som estava bom, muitos amigos, a casa lotada nos prestigiando e curtindo a festa. O Diogo e o Fanucchi mandaram muito bem na guitarras, ensaiaram só quatro vezes com a gente e deram conta do recado. Quando o Hugo subiu pra tocar com a gente no fim foi outro ponto bem legal do show, meio que relembramos o começo da banda. Pena que na última hora acabou não dando certo do Michael vir pra Londrina.



















A foto aqui postada é uma das muitas tirada pela nossa amiga Thais Fujarra que não preciso nem dizer que manda muito bem, né? Ah, também não podia deixar de agradecer o pessoal do Trem das Onze que como sempre nos deram uma grande força, e fizeram um programa muito legal na sexta, nos entrevistando, tocando nossas músicas e falando bastante do show.
(Para o áudio do programa clique aqui) 


É, a banda acabou mesmo, mas eu e o Diogo estamos fazendo algumas músicas para um futuro projeto e estão ficando bem legais. Aguardem:)
Valeu!!!

quarta-feira, 3 de março de 2010

CHERNOBILS

Tudo começou em 2003. O Jimme queria montar uma banda de garage punk e veio falar comigo. Mas o que seria garage punk? Um som com bases no rock n roll dos anos 50 e o punk do final da década de 70. As influências seriam Sonics, Smugglers e os clássicos dos anos 50. Me lembro bem da gente falando disso na frente do Bar Brasil. O nome da banda, Chernobils,  tiramos duma bebida que é vendida no bar do seu Miguel, em frente ao Albatroz.  Chamamos nosso amigo Hugo pra tocar baixo e depois de um tempo achamos o Guilherme pra bateria. Ensaiávamos num quarto nos fundos da casa do Jimme. Ficamos ensaiando lá, sem maiores pretensões e compondo nossas primeiras músicas. 
Em 2005  participamos da coletânea HC Scene 7, que era um CD onde várias bandas da cidade participaram com duas músicas. Contribuímos com "Fading Away" e "On A Roll". Nosso primeiro show foi na festa de lançamento dessa coletânea, num domingo a tarde na antiga rodoviária, onde tocamos apenas 4 ou 5 músicas pra pouca gente... É, não foi muito animador haha. Logo depois disso demos um tempo, até porque o Guilherme saiu e o Hugo se mudou  pra São Paulo.

Em 2006 recomeçamos. Chamamos nossos amigos Lucas, na bateria e o Diogo na segunda guitarra, aí o negócio começou a engrenar. Na falta de um baixista, assumi o posto. Agora a idéia era outra, queriamos gravar um cd, fazer shows... Em julho de 2006 começamos a tocar pela cidade e região. Em março de 2007 terminamos nosso primeiro cd, gravado pelo Tiago Ponti num estúdio na casa dele, bem bacana por sinal. Demoramos uns 6 meses gravando e mixando as músicas, sem pressa. Um álbum com 9 faixas.

Gravamos músicas "antigas" como "Hangover", "Fading Away", "Bitter Youth", "On A Roll" e músicas recém saídas do forno como "Cheap Drinks", "Má Sorte", "Sick Sick Nite", "Reacionário" (com trechos de bandolim tocado por Fred Henning, e guitarra slide pelo nosso truta Adriano Mello) e o ska "Parceiros do Crime" (com a participação do Renan nos teclados, que futuramente se tornaria membro da banda).  No mesmo ano o Diogo se mudou pra São Paulo, aí viramos um trio. Nessa época, como não lembrar do pessoal do Trem das Onze, programa da Rádio UEL, liderado pelo Jersey Gogel, que sempre nos deu uma tremenda força. 

Em 2008 resolvemos fazer um especial Sonics, que é uma banda que a gente realmente gosta. Nessa época a onda do cover já estava grande aqui em Londrina e achamos que ia ser engraçado fazer um especial duma ótima banda, mas que pouca gente conhecia haha. Chamamos o Renan nos teclados, e o Michael no sax. Fizemos bons shows, nos divertimos muito, acho até que difundimos um pouco o som do Sonics por aqui...



Gostamos tanto dessa história que chamamos o Renan e o Michael pra continuarem na banda. Com sax e teclados começamos a mostrar mais influências rock n roll, o que deu um diferencial bem legal na banda. Além de músicas próprias, começamos a tocar vários covers, que na verdade eram versões de alguns clássicos do rock, como Chuck Berry, Little Richard, Jerry Lee Lewis, Rolling Stones, Ramones, The Clash, Sonics (é claro!).. bandas que a gente sempre gostou. E ficamos assim, nesse molde por um bom tempo. Começamos a tocar em lugares e datas legais, o que fez a gente começar a até ganhar um dinheirinho. Já estávamos até achando que eramos realmente uma banda haha, mas depois vimos que estavamos perdendo nossa essência, e que não era bem isso que queriamos. Fazíamos shows de quase 80% de músicas próprias e agora estava quase ao contrário. Nunca ganhamos muito dinheiro tocando nossas músicas, mas nos divertíamos muito, e dávamos muito mais valor a elogios recebidos. Eu particularmente não tenho nada contra bandas covers, acho até que a cidade tem algumas muito boas. 


Esses tempos paramos pra pensar sobre isso, e decidimos terminar a banda. Foi uma decisão unânime. Como já tinhamos agendado um show no Vitrola, decidimos fazer dessa data, 13 de março, nosso show de despedida. Nesse show vamos tocar algumas músicas do nosso cd e muitos clássicos do rock n roll. Vai rolar participação especial dos ex-integrantes Diogo, Hugo e Michael (que se mudou pra São Paulo) e também do Fanucchi, amigão do Renan. Compareçam!:)



http://www.myspace.com/chernobils

Chernobils: 
Leandro Araujo - Baixo/Voz 
Jimme Coutinho - Guitarra
Lucas Ricardo - Bateria
Renan Couto - Teclados 
Ex-integrantes: 
Michael Bungart - Sax
Diogo Blanco - Guitarra/Voz
Hugo Maxwell - Baixo
Guilherme Dalvi - Bateria

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Estômago

Pra quem gosta de cozinhar ou comer (igual eu) a dica de hoje é "Estômago" de Marcos Jorge (2007).

Depois de uma semana agitada, com vários acontecimentos engraçados que passaram por Terça Tilt, Quarta Tosca, Tereza Bar..sexta à noite fiquei em casa. Até que deu pra descansar um pouco, assisti "Estômago" e comecei a ler o livro que o Diogo me emprestou, "Miguel e os demônios" de Lourenço Mutarelli. Antes de irmos jogar bola sábado passado, ele chegou em casa com o livro..meu, lê esse livro aqui, você que gosta de livros policiais vai curtir, o escritor era um cartunista famoso e tal, aí ele desencanou e agora só escreve..mas a ilustração do livro ele mesmo fez. Ahh sim, Lourenço Mutarelli também escreveu "O cheiro do ralo", que virou filme depois, outro filme nacional bem legal.
Por não ter saído na sexta, acordei cedo hoje (sábado) e fui tomar cerveja com o meu pai na hora do almoço no Toninho. Amanhã tem Santos x Corinthians (meu pai é santista), vamos ver se ganhamos mais uma.
Do Palmeiras foi fácil :)


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

CANASTRA

Hoje o post é sobre a minha banda carioca favorita. Não, não é nenhuma banda de rock propriamente dita.. tô falando do Canastra, que já tem dois cd's na praça, "Traz a pessoa amada em três dias" de 2004 e "Chega de falsas promessas" de 2007. São 6 integrantes, o que inclui naipe de metais e tal.. o som é meio difícil de definir, uma mistura de big band, rockabilly, swing e um monte de outras coisas.


Já fui em alguns shows deles. O primeiro eu tava no Rio em 2007 fazendo um curso e pintou uma festinha bem legal, "Se A Moda Pega", lá no Estrela da Lapa. Arrastei o pessoal do curso comigo, o pessoal apesar de ser carioca na sua maioria, não conhecia a banda..bom, os caras saíram da festa com cd's, camisetas, caixinhas de fósforo e mais sei lá o que da banda haha. Acho que a festa acontece sempre em janeiro.
Ví dois shows deles aqui em Londrina também, mas aquele do Demo Sul não deu pra eu ir não... Além das músicas da banda, sempre rola umas versões inusitadas de sucessos como "Back in Black" do AC/DC, "Walk This Way", Aerosmith, "Viva Las Vegas", Elvis Presley (até o Dead Kennedys gravou essa!).. sempre encorpando as músicas ao estilo da banda. Parece que eles estão preparando um disco de inéditas e também queriam lançar um disco só de covers, mas vai saber quando isso realmente vai ficar pronto...
Humn, e tem também um ep que saiu a pouco com 4 músicas, uma delas inédita, mas é em vinil e eu não tenho toca-disco em casa.. damn!