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domingo, 4 de abril de 2010

Dicas...

Outra listinha de cd's. Agora no modo de-qualquer-lugar-e-estilo. Apenas algumas dicas, discos bem conhecidos, outros nem tanto...

Bob Dylan - Highway 61 Revisited (1965) 
Esse tem sido um dos discos que eu mais tenho escutado ultimamente.. o jeitão de cantar meio falado e principalmente as letras muito bem escritas fazem do disco um clássico. Inclui o música " Like a rolling stone".

Sonics - Here Are the Sonics (1965)
Um disco muito inovador, mas que só teve seu devido reconhecimento anos depois de seu lançamento. Distorções caseiras, gritos histéricos e letras sobre garotas, carros e bruxaria. Um disco nada convencional para a época. O hit aqui é "Psycho".

MC5 - Back In The USA (1970) 
Segundo disco deles, um clássico protopunk. Mistura um rock n roll rápido com letras de protesto que mais tarde influenciaria as primeiras bandas punks. Destaque fica pra "American Ruses".

Lou Reed - Transformer (1972)
Segundo disco solo dele, produzido por ninguém menos que David Bowie. O disco tem muito de sua ex-banda Velvet Underground e tem o hit "Walk on the wild side", mas a minha preferida é "Hanging 'round".

Neil Young - Rush Never Sleeps (1979)
Disco ao vivo, mas de músicas inéditas até então. "My my, hey hey" tem duas versões bem legais, uma mais pesada, outra acústica.. Melhor disco do Neil Young!

Jamiroquai - Travelling Without Moving (1996) 
Um dos representantes do chamado acid jazz aparece nesse disco para o mundo com o hit "Virtual insanity". Ah, o vídeo dessa música é bem legal, se você nunca viu procure no youtube...

Rancid - Life Won't Wait (1998)
Nesse disco a banda explora mais o seu lado ska, com faixas gravadas na Jamaica, participações especiais... É o disco que eu mais escuto deles. "Cocktails" é uma música bem legal desse disco.

Cake - Comfort Eagle (2001) 
A banda tem como característica um som bem alternativo, vocal calmo e um trompete que dá uma cara diferente as músicas. É bem difícil rotular eles em algo... Um ótimo disco, eu gosto de todas as músicas e "Short skirt/long jaquet" é o hit aqui.

Randy - Welfare Problems (2003) 
Quase ninguém conhece essa ótima banda da Suécia. A mixagem desse disco é muito legal, lembra um pouco bandas dos anos 80, mas com guitarras mais cruas. "X-ray eyes" é uma música muito boa.

Slackers - Peculiar (2006) 
Grande banda de NY, mistura o ska tradicional dos anos 60 com jazz e outros elementos. "Set the girl free" é uma boa amostra desse disco.

quarta-feira, 3 de março de 2010

CHERNOBILS

Tudo começou em 2003. O Jimme queria montar uma banda de garage punk e veio falar comigo. Mas o que seria garage punk? Um som com bases no rock n roll dos anos 50 e o punk do final da década de 70. As influências seriam Sonics, Smugglers e os clássicos dos anos 50. Me lembro bem da gente falando disso na frente do Bar Brasil. O nome da banda, Chernobils,  tiramos duma bebida que é vendida no bar do seu Miguel, em frente ao Albatroz.  Chamamos nosso amigo Hugo pra tocar baixo e depois de um tempo achamos o Guilherme pra bateria. Ensaiávamos num quarto nos fundos da casa do Jimme. Ficamos ensaiando lá, sem maiores pretensões e compondo nossas primeiras músicas. 
Em 2005  participamos da coletânea HC Scene 7, que era um CD onde várias bandas da cidade participaram com duas músicas. Contribuímos com "Fading Away" e "On A Roll". Nosso primeiro show foi na festa de lançamento dessa coletânea, num domingo a tarde na antiga rodoviária, onde tocamos apenas 4 ou 5 músicas pra pouca gente... É, não foi muito animador haha. Logo depois disso demos um tempo, até porque o Guilherme saiu e o Hugo se mudou  pra São Paulo.

Em 2006 recomeçamos. Chamamos nossos amigos Lucas, na bateria e o Diogo na segunda guitarra, aí o negócio começou a engrenar. Na falta de um baixista, assumi o posto. Agora a idéia era outra, queriamos gravar um cd, fazer shows... Em julho de 2006 começamos a tocar pela cidade e região. Em março de 2007 terminamos nosso primeiro cd, gravado pelo Tiago Ponti num estúdio na casa dele, bem bacana por sinal. Demoramos uns 6 meses gravando e mixando as músicas, sem pressa. Um álbum com 9 faixas.

Gravamos músicas "antigas" como "Hangover", "Fading Away", "Bitter Youth", "On A Roll" e músicas recém saídas do forno como "Cheap Drinks", "Má Sorte", "Sick Sick Nite", "Reacionário" (com trechos de bandolim tocado por Fred Henning, e guitarra slide pelo nosso truta Adriano Mello) e o ska "Parceiros do Crime" (com a participação do Renan nos teclados, que futuramente se tornaria membro da banda).  No mesmo ano o Diogo se mudou pra São Paulo, aí viramos um trio. Nessa época, como não lembrar do pessoal do Trem das Onze, programa da Rádio UEL, liderado pelo Jersey Gogel, que sempre nos deu uma tremenda força. 

Em 2008 resolvemos fazer um especial Sonics, que é uma banda que a gente realmente gosta. Nessa época a onda do cover já estava grande aqui em Londrina e achamos que ia ser engraçado fazer um especial duma ótima banda, mas que pouca gente conhecia haha. Chamamos o Renan nos teclados, e o Michael no sax. Fizemos bons shows, nos divertimos muito, acho até que difundimos um pouco o som do Sonics por aqui...



Gostamos tanto dessa história que chamamos o Renan e o Michael pra continuarem na banda. Com sax e teclados começamos a mostrar mais influências rock n roll, o que deu um diferencial bem legal na banda. Além de músicas próprias, começamos a tocar vários covers, que na verdade eram versões de alguns clássicos do rock, como Chuck Berry, Little Richard, Jerry Lee Lewis, Rolling Stones, Ramones, The Clash, Sonics (é claro!).. bandas que a gente sempre gostou. E ficamos assim, nesse molde por um bom tempo. Começamos a tocar em lugares e datas legais, o que fez a gente começar a até ganhar um dinheirinho. Já estávamos até achando que eramos realmente uma banda haha, mas depois vimos que estavamos perdendo nossa essência, e que não era bem isso que queriamos. Fazíamos shows de quase 80% de músicas próprias e agora estava quase ao contrário. Nunca ganhamos muito dinheiro tocando nossas músicas, mas nos divertíamos muito, e dávamos muito mais valor a elogios recebidos. Eu particularmente não tenho nada contra bandas covers, acho até que a cidade tem algumas muito boas. 


Esses tempos paramos pra pensar sobre isso, e decidimos terminar a banda. Foi uma decisão unânime. Como já tinhamos agendado um show no Vitrola, decidimos fazer dessa data, 13 de março, nosso show de despedida. Nesse show vamos tocar algumas músicas do nosso cd e muitos clássicos do rock n roll. Vai rolar participação especial dos ex-integrantes Diogo, Hugo e Michael (que se mudou pra São Paulo) e também do Fanucchi, amigão do Renan. Compareçam!:)



http://www.myspace.com/chernobils

Chernobils: 
Leandro Araujo - Baixo/Voz 
Jimme Coutinho - Guitarra
Lucas Ricardo - Bateria
Renan Couto - Teclados 
Ex-integrantes: 
Michael Bungart - Sax
Diogo Blanco - Guitarra/Voz
Hugo Maxwell - Baixo
Guilherme Dalvi - Bateria

sábado, 23 de janeiro de 2010

SKA

O ska é um tipo de música que eu gosto bastante, mas que pouca gente (que eu conheço) gosta. É um estilo criado na Jamaica no final da década de 50, precursor do reggae, esse sim beeem famoso.Vou fazer um resuminho aqui da história...

Discriminação, união, classe trabalhadora.. esses temas sempre são explorados por bandas de ska. Lá no comecinho, durante a década de 60, também conhecido como "the first wave", teve o pessoal do Skatalites, o Desmond Dekker, Laurel Aitken e outros se destacando por toda Jamaica. Faziam um som diferente até então, e aos poucos invadindo o espaço britânico nas rádios. Outros estilos apareceram por lá por causa do ska, como o rocksteady e o skinhead reggae, também conhecido como early reggae, no final da década de 60. O próprio Bob Marley, que todos conhecem, teve um som ska em seus primeiros registros, só depois que ele firmou sua carreira no reggae.

A segunda fase do ska veio mais tarde, o two-tone. Também conhecido como "the second wave", teve como centro a Inglaterra no final da década de 70.  Deu-se o nome devido boa parte das bandas fazerem parte do selo 2 Tone Records. Bandas como The Specials, Selector, Madness, English Beat, Bad Manners tinham como diferencial a junção de novos elementos, deixando o ska mais rápido e dançante. O visual das bandas, algo sessentista dos rude boys jamaicanos, usando ternos, sapatos e chapéus ajudaram a dar uma cara a essa nova era do ska. 

No anos 90 houve um revival do ska, chamada também de "the third wave". Bandas  influenciadas pelo ska two-tone apareceram com grande sucesso na mídia, como Sublime, No Doubt, Reel Big Fish e Mighty Mighty Bosstones, os dois últimos fazendo o chamado ska-core, que é a mistura do ska com o punk/hardcore. Muitas pessoas ligadas ao ska desconsideram essa fase, por se tratar de uma versão muito desconfigurada do ska original.

Hoje em dia temos algumas bandas de ska classificadas como neo-trads, que tem em seu som o ska tradicional, com pitadas de jazz e ótima produção em seus discos. The Slackers, Hepcat e Aggrolites são bons exemplos dessa leva. No ano passado fui ver Slackers em São Paulo, muito bom o som deles :)